As 6 tendências tecnológicas que vão afectar o sector de segurança em 2022

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3 Janeiro 2022
Ligação universal entre ambientes híbridos, cibersegurança, autenticação geral, Inteligência artificial, Covid e 5G vão marcar o sector da segurança durante este ano. São estas as previsões da Axis Communications para 2022   O início de cada ano permite fazer análises e previsões sobre os principais desenvolvimento expectáveis. No campo da tecnologia e segurança, o conceito de “confiança” é frequentemente abordado, embora com ligeiras diferenças ao longo dos anos. Porém, embora o contexto possa mudar ligeiramente, a confiança na utilização dos dados, na segurança dos sistemas, ou na necessidade fundamental de confiar que as organizações agem corretamente, mantêm-se constantes.

O ritmo acelerado da inovação tecnológica deverá ser acompanhado pela evolução da confiança face ao uso da tecnologia. E o ano de 2022 não deverá ser diferente.

 

As novas tecnologias devem ser desenvolvidas, fabricadas, usadas e protegidas de modo a que se possa confiar nos seus benefícios. Isto significa trabalhar sempre em direção a um mundo mais inteligente e seguro. Agora que já estamos em 2022, é interessante ver como as tendências tecnológicas que perspectivamos para o ano, podem estar ligadas à necessidade de construir um ecossistema tecnológico fiável.

 

1 - Ligação universal em ambientes híbridos

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Para o utilizador final da tecnologia - seja o consumidor que usa o smartphone ao gestor de videovigilância - a arquitetura tecnológica usada para fornecer serviços tornou-se invisível. Não importa se o processo acontece num dispositivo, num servidor local ou num data center remoto - tudo está ligado.

 

No ano passado, uma das tendências foi o mundo tornar-se "horizontal", onde a combinação da nuvem, servidor local e tecnologias de ponta, seriam cada vez mais usadas em conjunto, cada uma focada nos seus pontos fortes, nas chamadas soluções híbridas. Isto não mudou, e é evidente que a questão da arquitetura é única para cada cliente, e deve ter em conta tanto os recursos e políticas internas como os fatores externos -  regulamentações locais e internacionais.


Os fornecedores de soluções de segurança, não deverão definir os ambientes e arquiteturas a serem utilizados pelo cliente, mas sim dotá-los de ferramentas e flexibilidade necessárias para encontrar a melhor solução para cada situação.

 

A conexão passou a ser a norma, e a maioria das soluções de vigilância acabará por ser híbrida, o que terá várias implicações.

 

2 - Cibersegurança: ceticismo saudável

Two - Tech Trends 2022

Nem sempre pensamos no ceticismo como um factor positivo, mas em relação à cibersegurança pode ser um traço prudente. Os milhares de milhões de conexões que existem agora entre dispositivos, redes e data centers tornaram o conceito de proteção de um perímetro ao redor de qualquer organização quase obsoleto. Paredes que poderiam ter existido antes tornaram-se permeáveis ​​e uma nova abordagem de segurança surgiu: redes sem confiança.

A pandemia do vírus COVID-19 desempenhou um papel neste sentido, pois uma maior flexibilidade na forma de trabalhar originou que mais dispositivos, anteriormente usados ​ ​dentro das organizações, passassem a estar ligados remotamente pela Internet Pública.

 

Quando as redes de confiança zero significam que o perfil de segurança de cada dispositivo e aplicação que se conecta a uma rede é avaliado, independentemente, de cada vez que se conecta, isso tem implicações significativas para o sector da videovigilância. O firmware, atualizações regulares de software, inicialização segura, dados e vídeos encriptados e identidade segura passarão a ser fatores imprescindíveis nas soluções do cliente, em vez de "vale a pena ter" passaram a ser "obrigatórios".

 

3 - Autenticação total

Embora a adoção de uma abordagem de confiança zero para a cibersegurança se foque na autenticação da ligação de dos dispositivos e aplicações, a capacidade de estabelecer a autenticidade da própria videovigilância é fundamental para confiar no seu valor.

Three - Tech Trends 2022

A manipulação do vídeo, juntamente com a crescente sofisticação na criação de imagens manipuladas, significa que podemos ver questionada com mais frequência a autenticidade das imagens de videovigilância. Portanto, será imperativo que a  videovigilância possa ser inegavelmente estabelecida como genuína. Uma forma de criar essa fiabilidade, consiste em adicionar uma assinatura digital ao fluxo de vídeo no ponto de captura - um hash em cada frame de vídeo - que funciona como prova que o vídeo foi produzido por uma câmara específica e não foi adulterado desde então.

 

Este é um problema universal para a indústria de segurança. Por isso, é necessário que a indústria se coordene de modo a criar iniciativas para padronizar abordagens e garantir a autenticidade do material de vídeo captado por câmaras de videovigilância, idealmente com base em iniciativas e software de código aberto.

 

 

4 - Inteligência Artificial irá estabelecer-se e ser aceite

Atualmente não é possível escrever sobre tendências tecnológicas sem mencionar a inteligência artificial (IA). Muitos podem argumentar que a IA não é mais uma tendência, mas já é algo real. De facto, todos nós usamos e estamos expostos diariamente a serviços baseados em IA e deep learning. Na perspectiva da AXIS a tecnologia em si não deve ser regulamentada, mas sim a utilização dessa tecnologia. A legislação e regulamentação relacionadas com o desenvolvimento e uso de tecnologias e aplicações baseadas em IA devem ser desenvolvidas ao nível local, regional e internacional. E, claro, todas as organizações que usam IA devem cumprir essa regulamentação.

For - Tech Trends 2022

Embora o potencial da IA ​​e deep learning em videovigilância seja elevado, é expectável ver um foco ainda maior em iniciativas para garantir que a IA seja aplicada de forma ética e sem preconceitos. Isso é bom e irá tornar-se ainda mais importante à medida que a IA for integrada em todos os aspectos da videovigilância. Uma maior integração da IA ​​nos níveis mais fundamentais da tecnologia - system-on-chip (SoC) - fará com que a IA seja usada para melhorar e otimizar todos os aspectos do desempenho da videovigilância, desde a configuração da câmara até à qualidade e análise da imagem.

 

5 - COVID-19 como catalisador

O impacto a longo prazo da pandemia do COVID-19 está a manifestar-se de várias formas. A pandemia tem sido um catalisador para tecnologias de baixo e/ou sem toque, muitas das quais estão agora permanentemente integradas, assim como o uso de vídeo inteligente para garantir o distanciamento social e o cumprimento das diretrizes de saúde pública. Em relação ao sector de tecnologia, a pandemia também gerou problemas na cadeia de abastecimentos que levaram muitas organizações a considerar como criam e obtêm os principais componentes dos seus produtos.

Five - Tech Trends 2022

A natureza “conectada “de tudo tem significado que a escassez global de semicondutores tem sido uma questão significativa para muitos mercados, desde a tecnologia de consumo às fábricas de automóveis. Isto, por sua vez, levou a que mais organizações – Tesla, Apple e Volkswagen, entre elas – declarassem publicamente o desejo de conceber os seus próprios semicondutores, ou sistema em chip (SoC) (embora se deva salientar que conceber um SoC e fabricá-lo são actividades muito distintas).

 

6 - 5G encontra o seu lugar

Alguns podem pensar que estamos atrasados ​​ao destacar o 5G como uma "tendência" no sector de videovigilância, pois está na agenda há vários anos. No entanto, uma nova tecnologia só se torna uma tendência quando começamos a ver casos de utilização significativa dessa tecnologia no sector de segurança e videovigilância.

Six - Tech Trends 2022

Apesar de, grande parte do buzz em torno do 5G se relacionar com as melhorias de desempenho de rede para aplicações de consumo, uma das áreas mais interessantes é como as redes 5G privadas estão a surgir como um caso de uso mais atraente para a tecnologia. Acreditamos que as redes 5G privadas mostram um potencial real para as soluções de videovigilância em grandes ou vários pontos e podem trazer benefícios específicos do ponto de vista da cibersegurança. Certamente, se os clientes criarem redes 5G privadas, a videovigilância terá que ser perfeitamente integrada.

 

As tendências vistas pelo ângulo da sustentabilidade

A sustentabilidade não pode mais ser vista como uma tendência. Tem que ser integrada em tudo o que é feito: como os produtos são projetados e fabricados, como são geridos os negócios, o desempenho dos fornecedores, tudo alinhado para a redução do impacto ambiental e de forma ética e responsável.

 

Sempre que uma tendência tecnológica parece apresentar uma oportunidade, ela também deve ser examinada sob a ótica de saber se ela pode ser desenvolvida e comercializada de forma sustentável.

 

Da eficiência energética e dos materiais usados ​​(e reutilizados) numa câmara, onde e como ela é fabricada e entregue, às implicações éticas de novas tecnologias e práticas de negócios, é tão importante analisar tendências em relação a critérios de sustentabilidade como identificá-las em primeiro lugar. 2022 será, sem dúvida, mais um ano fascinante, não sem desafios, mas que também trará oportunidades significativas.

Para mais informação, por favor contate: Maria Santafé, Marketing Specialist, Axis Communications